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De Natura Sonoris na Mostra Internacional de Teatro de Rua

Nesta segunda-feira (25/04), o TUSP recebe a performance de Laura Colombo e Luca Ruzza, das 18h30 às 21h.

 

De Natura Sonoris da Open Lab Company–vídeo 1

 

De Natura Sonoris da Open Lab Company–vídeo 2

Natura Sonoris

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Fragmentos de narrativa onde a escrita coreográfica e luminosa substitui a dramaturgia textual. Uma percepção microscópica que ressalta uma análise introspectiva por meio do silêncio e da proximidade. Natura Sonoris explora a complexidade da relação entre dois elementos, a dialética entre duas linguagens, duas matérias, orgânica e não-orgânica, vivente e não-vivente, corpo e luz. A composição não segue um princípio combinatório, mas respeita a especificidade e a natureza de cada elemento. Alimentam uns aos outros e ganham vida. No palco vazio o escuro é seguido por sinais luminosos desenhados em tempo real e que enquanto se propagam interceptam os limites do espaço revelando a matéria e o corpo da performer.Universos em contínua multiplicação são revelados no encontro com o movimento, nas suas evoluções perdem e reencontram  seus significados criando e transformando identidades infinitas. A extensão do corpo re-configura a relação elástica entre espaço e tempo, empresta do passado e evoca o futuro, desafiando a percepção normal das coisas. O abstrato e figurativo confundem nosso olhar, abalam a fronteira entre o corpo humano e a paisagem. Fragmentos de narrativa onde a escrita coreográfica e luminosa substitui a dramaturgia textual. A palavra é perdida. O som evoca outro lugar.

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A Companhia

dsc_0228A Open Lab Company nasceu em 1991 do encontro de Laura Colombo –performer  – e Luca Ruzza – arquiteto e cenógrafo. Desde então a companhia está presente no teatro internacional com performances e instalações que utilizam uma linguagem onde a ausência da palavra, aliada a composição e elaboração do movimento, dá formas e complexidade à uma peculiar escritura cênica. Nos últimos anos a companhia atinge sua maturidade através de intercâmbios e projetos, resultado das suas pesquisas com alta tecnologia ligada às artes cênicas.

Laura Colombo encontra em 1977, os atores do Teatr Laboratorium de Jerzy Grotowski, e inicia suas pesquisas nas artes cênicas. Em 1978 faz uma viagem à Kerala, Índia, onde estuda profundamente a dança Katakali. Funda em 1980 o Gruppo Internazionale l’Avventura em Volterra e foca seus estudos na investigação das possibilidades perceptivas conectadas ao movimento físico. Trabalha como atriz com diretores de renome internacional como Roberto Baci e Gerald Thomas no teatro,  Pascal Delignee, Raoul Ruiz e Mariane Arhne no cinema.

Em 1991 funda, com Luca Ruzza, a Open Lab Company, onde aprofunda seu trabalho de pesquisa formando com o cenógrafo uma dupla flexível e aberta a colaboração de diversas linguagens.

Luca Ruzza recebeu o Prêmio ARCE Europeu em 1998 pela arquitetura inovadora do projeto do atelier onde vive e trabalha, dirigindo ali a Open Lab Company. Seu foco de maior interessetem sido o desenho do espetáculo e sua arquitetura através do uso de alta tecnologia. Colabora com teatros nacionais e internacionais na criação de projetos multimídiadedicados a examinar/investigar a relação entre imagens e espaços de identidades diferentes. Ensina Cenografia Virtual na Prima Università degli Studi di Roma “La Sapienza”. Luca Ruzza é autor de diversas publicações sobre o espaço teatral e sobre a cenografia virtual, produtor de projetos multimídia, utiliza e experimenta a tecnologia inovadora para o tratamento e “fruição” do ambiente “imagem”. Pesquisador da percepção humana conjuga a atividade produtiva pormeio de uma intensa programação de encontros e estudos sobre este objeto. Recebeu o  XVI° Premio Stregato edição 2001/2002, pela cenografia e arquitetura multimídia do espetáculo Bella & Bestia, produzido pelo Kismet OperA Teatro. Membro do projeto Hyperopticon-Dinamarca e do TAFT-Noruega.

Fotos divulgação

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