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Entrevista–Jum Nakao

dwnlds_pt04gJum Nakao é um artista que é capaz de conciliar em suas produções desde os recursos da tecnologia digital à sofisticação de peças únicas confeccionadas à mão. Graduado em Artes Plásticas pela FAAP, cursou extensão em História da Vestimenta pelo SENAC, foi a grande revelação da 6a Edição do Phytoervas Fashion em 1996, trabalhou como diretor de estilo da ZOOMP e uma infinidade mais de projetos. Recomendo visitar o bio do artista.  Em 2004, no São Paulo Fashion Week, durante uma performance em que, ao final do desfile, modelos rasgaram elaboradas roupas feitas de papel vegetal, é que acontece o grande “bum” em torno do trabalho deste artista brasileiro, neto de japoneses, lançando-o mundo à fora.

Entrei em contato com Jum Nakao no final do ano passado para tentar marcar uma entrevista, achando que teria que disputar um horário bem apertado para conversarmos, mas graças a uma brecha entre um projeto e outro Jum me recebeu no seu espaço, na zona sul da capital paulista.

Confesso que fiquei um pouco ansioso com o fato de entrevistá-lo, pois além da admiração que tenho pelo seu trabalho, é inegável o quanto Jum nos afeta com a forma com que cria e elabora seus projetos – uma lista enorme, pois atualmente ele transita em várias áreas e está envolvido em diversas ações.

É fato que não houve jeito de não passar por “A Costura do Invisível”, memorável projeto que repercute até hoje. O próprio Jum, numa parte da conversa citou que há um Jum Nakao antes e depois deste trabalho e completa: “ Há pessoas que dizem – lembra aquele que fez as roupas de papel? Pois é… é ele.”  O que gera um momento de descontração na nossa conversa.

Assim, meu maior interesse foi saber como Jum pensa as etapas do fazer, o que possibilitou contemplar na entrevista desde a afinidade pelas artes visuais quando se pensa num vetor para um novo  projeto, a importância da qualificação técnica e a crença em plataformas colaborativas de trabalho.

Mais informações a respeito do artista: www.jumnakao.com.br

Gravação e edição de Alexandre D’Angeli

Foto de Vilma Slomp

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